No início dos anos 1990, o Brasil viveu um dos períodos de inflação mais intensos da história recente de qualquer país: em 1993, a inflação acumulada no ano passou de 2.000%. Na prática, isso significava reajustar preços quase diariamente — o valor do dinheiro de manhã já não era o mesmo à tarde.
O Plano Real, implantado em 1994, usou uma estratégia diferente das tentativas anteriores: antes de lançar a nova moeda de fato, criou uma unidade de referência (a URV) que ajudava a "reancorar" os preços de forma gradual, sem o choque brusco que planos econômicos anteriores tinham causado.
O resultado foi uma queda rápida e duradoura da inflação, e o Real se tornou a moeda mais estável da história econômica recente do país.
Pra quem organiza as próprias finanças hoje, o legado mais prático desse período é cultural: parte da resistência que muita gente da geração dos pais e avós tem a "confiar" em bancos e investimentos vem de décadas de instabilidade — e é uma desconfiança que fazia todo sentido na época.
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